Numa tarde, o Nuno e os seus amigos, o Pedro e o Miguel, decidiram encontrarem-se para jogar à bola no campo de futebol novo. Quando lá chegaram, um grupo de adolescentes estava a meio de um jogo. E todos nós sabemos como são os adolescentes, pensam que são os maiores. Por isso, os três amigos decidiram brincar a outra coisa.
Pensaram, pensaram, mas não lhes ocorria nada. Decidiram então ligar a televisão. Nesse instante não conseguiram encontrar o comando, que por costume estava sempre em cima da mesa e, por isso, foram procurar numa gaveta. Nessa mesma gaveta, encontraram um mapa de um tesouro e aí acharam o que iam fazer. Disfarçaram-se de piratas e foram à procura do tesouro.
Primeiro foram à quinta do agricultor Alberto, como estava indicado no mapa. De seguida foram à Floresta Medonha (chama-se assim porque as árvores têm umas formas esquisitas e assustadoras). Depois passaram pela Colina Verde, onde a relva é macia e como indica o nome, é verde. Atravessaram também a Ponte dos Desejos e a Ponte do Azar (que por acaso foi aí que o Miguel tropeçou e caiu). Ainda passaram por uma aldeola que nem sequer tinha nome. Após a aldeola desconhecida apareceu um caminho de terra batida e era por aí que o mapa os levava. Atravessaram-no e viram uma casa no meio de uma imensa mata. Bateram à porta e um senhor muito alto de barbas longas apareceu e apresentou-se:
− Olá, crianças! Eu sou o Capitão Barbas Longas.
− Olá! – gritaram os três amigos em coro e de cabeça bem levantada (é que aquele senhor era mesmo bem alto; tinha para aí uns dois metros).
− Já vi que encontraram o meu mapa do tesouro. − disse ele.
− Sim, nós encontrámo-lo e queremos a recompensa! − disse o Pedro.
− Então fiquem sabendo que a recompensa não é ouro nem dinheiro, mas sim a verdadeira amizade. – disse o Capitão.
Com estas palavras os amigos abraçaram-se e foram para casa, contentes.
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